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Kim Yo Jong responde tentativa de censura na ONU ao lançamento do satélite pela RPDC

Pyongyang, 30 de novembro (ACNC) — A subchefe de departamento do Comitê Central do Partido do Trabalho da Coreia, Kim Yo Jong, publicou no dia 29 a declaração que segue:

Lamento e rechaço categoricamente o fato de que o Conselho de Segurança da ONU, que deveria respeitar estritamente o objetivo e os princípios da Carta da ONU, estar se tornando um cenário caótico onde a soberania dos Estados independentes é violada flagrantemente pelos EUA e algumas forças submissas, aplica-se cinicamente a conduta de padrão duplo e reinam a injustiça e a coerção.

Acatando o pedido criminoso dos EUA e seus seguidores, foi convocada uma reunião aberta do CS da ONU para questionar o lançamento do satélite de reconhecimento por parte da República Popular Democrática da Coreia. Todo o processo deste encontro demonstra obviamente quão insuficiente, falsa e pobre é a insistência ilógica de alguns membros da ONU que vetam os direitos soberanos da RPDC.

Levo em conta que por falta de razões com as quais pode criticar como “ilegal” o incontestável direito ao desenvolvimento do espaço da RPDC, a representante estadunidense perante a ONU, Thomas Greenfield, explicou humildemente a posição dos EUA sobre o “diálogo significativo” e seus esforços pela “resolução pacífica”, descrevendo seu país como “vítima” da situação atual.

Mas, antes de dar sua palavra de honra de que as armas dos EUA não apontam para a RPDC, Thomas Greenfield deveria esclarecer de onde e por que vieram os alvos estratégicos que chegam a qualquer hora aos portos da Coreia do Sul que estão a uma distância 500-600km de Pyongyang.

Seria melhor que o Pentágono também ajudasse sua representante perante a ONU para que dê desculpas mais lógicas sobre qual simetria têm a posição dos EUA sobre o “compromisso diplomático” e seus esforços pela “retomada do diálogo” com as atividades militares provocativas do porta-aviões e submarino nuclear deste país introduzidos na Península da Coreia.

A posição e atitude duplas dos EUA e seu critério de padrão duplo, que é o auge da coerção e do despotismo, são o fator maligno que prejudica a paz e a estabilidade da Península da Coreia.

Se é a “paz através da força” o que os EUA defendem por trás do discurso de diálogo, devemos estar preparados tanto para o diálogo como para o confronto, em particular, fazer preparativos mais rigorosos para a última opção. Esta é a nossa invariável posição sobre os EUA.

Aproveito a oportunidade para voltar a aconselhar aos EUA, que nos pediram para decidir sobre o momento de reinício do diálogo Coreia-EUA e seu tema.

A soberania de um Estado independente não pode ser em hipótese alguma um item de agenda de negociações e, portanto, jamais nos sentaremos frente a frente com os EUA para discutir isso.

A principal ameaça para a paz e a estabilidade internacionais não vem do exercício do direito independente da RPDC, mas da coerção e arbitrariedade dos EUA que o impedem.

Continuarão nossos esforços para cultivar tudo o que se enquadra nos direitos independentes de nosso Estado e a RPDC seguirá exercendo dignamente e sem restrição alguma os direitos independentes de que todos os países membros da ONU desfrutam.

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