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Organização Marítima Internacional a serviço da Casa Branca – artigo de analisa coreano

Pyongyang, 4 de junho (ACNC) — Kim Myong Chol, analista de assuntos internacionais da RPDC, publicou, no dia 4, o seguinte artigo “A Organização Marítima Internacional reduzida a uma ferramenta que se move sob o comando da Casa Branca”:

A 107ª a reunião do Comitê de Segurança Marítima da Organização Marítima Internacional (OMI), em 31 de maio, adotou forçosamente uma “resolução” que marca as medidas da RPDC para reforçar as suas capacidades de autodefesa como “violação da resolução do CSNU” e “ameaça à segurança marítima internacional”, em conformidade com a política hostil dos EUA e suas forças vassalas em relação à RPDC.

Foi a primeira vez na história da OMI a preparar uma resolução deste tipo que critica o lançamento de mísseis de um país em particular. Isto prova que a OMI foi completamente politizada, abandonando a sua missão original de promover a cooperação internacional no domínio da segurança marítima.

Na reunião da OMI no dia em que a RPDC lançou um satélite de reconhecimento militar, os EUA e os seus seguidores adiaram todas as discussões e adotaram à força uma “resolução” anti-RPDC, revelando assim abertamente a sua sinistra intenção de incitar críticas internacionais sobre o lançamento do satélite da RPDC.

As medidas da RPDC para reforçar as suas capacidades militares são um exercício dos seus direitos soberanos de autodefesa para proteger a segurança do país e do povo dos atos hostis militares cada vez mais imprudentes dos EUA e suas forças vassalas e para defender a paz e a estabilidade regionais.

Este é um direito legítimo de um Estado soberano claramente estipulado na Carta das Nações Unidas e nas leis internacionais relevantes, e uma organização internacional não tem autoridade nem qualificação para dizer isto ou aquilo sobre isso.

Quanto às nossas atividades de lançamento de mísseis, o nosso exército conduziu os exercícios de teste de mísseis da forma mais segura, tendo em conta a segurança dos países da região e, com efeito, não houve nenhum dano a nenhum país até agora.

Pelo contrário, o mundo testemunhou não poucos acidentes devido à queda de foguetes ou mísseis lançados por países ocidentais e outros.

Além disso, para o seu recente lançamento de satélite de reconhecimento militar, a RPDC emitiu um aviso marítimo à Agência de Segurança Marítima do Japão, órgão regional de resolução de problemas, conforme especificado pela OMI, e também informou a organização com antecedência sobre o período de lançamento e o ponto de impacto do foguete transportador, embora não fosse obrigatório.

O que foi surpreendente é que a OMI, ao receber o nosso aviso prévio, disse que não era obrigatório e depois falou descaradamente sobre “violação dos regulamentos”.

Gostaria de perguntar à organização que se os restos de um foguete de satélite lançado pela RPDC representam uma ameaça para a segurança marítima, o que são os detritos de foguetes lançados pelos EUA ou pela Coreia do Sul, que ainda estão flutuando no céu, não caindo no mar?

Desconsiderando esse princípio científico simples e claro, a OMI procura violar até mesmo o exercício de direitos legítimos de autodefesa por um Estado soberano. Este excesso de autoridade faz com que se considere a organização como um gabinete da Casa Branca e não como um órgão de peritos da ONU.

Se a OMI continuar a assumir uma atitude de padrão duplo injusta e preconceituosa nas suas atividades como agora, sendo reduzida a um brinquedo dos EUA, certamente perderá a confiança da comunidade internacional e perderá a sua existência como organização cuja missão é garantir a segurança marítima internacional.

Seria bom para a OMI, que está degradando a sua reputação internacional como um prestigiado órgão especializado da ONU sob a pressão das práticas arbitrárias e arrogantes dos EUA, não falar novamente sobre o direito soberano da RPDC para preservar a sua honra.

Uma vez que a OMI respondeu ao aviso prévio da RPDC sobre o lançamento do seu satélite com a adoção de uma “resolução” anti-RPDC, consideraremos esta como a sua manifestação oficial de que o aviso prévio da RPDC já não é necessário.

No futuro, a OMI deve conhecer e tomar medidas por si só durante o período de lançamento do satélite da RPDC e o ponto de impacto de seu transporte e estar preparada para assumir total responsabilidade por todas as consequências daí decorrentes.

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