O que a realidade mostra?

Em meio à recente escalada sem precedentes da campanha de pressão dos EUA e do Ocidente contra a Rússia, o presidente Putin realizou conversas telefônicas com o presidente francês e o chanceler alemão e trocou opiniões sobre a coordenação da situação na Ucrânia.

Nas conversas telefônicas, o presidente Putin esclareceu a posição de princípios de que a tarefa da operação militar da Rússia será cumprida incondicionalmente sob qualquer circunstância assinalando que a coordenação da situação da Ucrânia só é possível se forem aceitas as demandas da Rússia de fixar a posição de estado neutro e não nuclear através da desmilitarização e a eliminação do nazismo e reconhecer a soberania russa sobre a Crimeia e as independências de Donetsk e Luhansk.

Antes disso, Lavrov, Ministro das Relações Exteriores da Rússia fez críticas contundentes em várias ocasiões, como no discurso proferido na videoconferência sobre o Desarmamento de Genebra, assinalando como segue.

A situação da Ucrânia é o resultado de os protetores do Ocidente terem amparado tacitamente o governo criminoso. O atual governo de Kiev é um servo leal de seu mestre e é um exemplo claro que demonstra que ao governo que se persevera na realização da política de contenção à Rússia tudo é permitido, inclusive as violações de direitos humanos, assassinatos e a propagação do neo-nazismo.

Como é sabido, os EUA têm pressionado incessantemente a Rússia em todas as esferas como a política, econômica, diplomática e a militar vociferando sobre a “ameaça” da Rússia e mobilizando seus aliados após o fim da Guerra Fria.

Sobretudo, concentrou o tal chamado “sistema de defesa coletiva” na região oriental e colocou enormes forças armadas e infraestruturas militares nas proximidades da fronteira da Rússia e, instigando a Ucrânia a ingressar na OTAN, maquinou para transformar este país em um trampolim para a campanha de pressão contra a Rússia.

Frente a isso, a Rússia proclamou que a entrada da Ucrânia na OTAN seria uma “linha vermelha” que não poderia ser cruzada e exigiu a garantia de segurança com uma força de restrição legal como a cessação da expansão da OTAN para o leste e a proibição da instalação de sistemas de armas de ataque nos países vizinhos. No entanto, os EUA e o Ocidente, agarrados à frenezi anti-russa, negaram-no completamente.

Além disso, os EUA, por um lado, lançaram-se freneticamente à cooperação internacional de pressão para asfixiar a Rússia com sanções sem precedentes e, por outro, agrava ainda mais a situação em torno da Ucrânia oferecendo-lhe, com os países aliados, uma enorme assistência militar como armas e munições de todo tipo.

Todos os fatos demonstram claramente que a raiz e a responsabilidade da situação da Ucrânia residem nos EUA e suas forças aliadas e o principal autor que ameaça a paz mundial e a segurança da humanidade também é precisamente EUA.

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