Livro Memórias de Kim Il Sung é proibido de ser vendido na Coreia do Sul

No final do mês de abril foi lançado na Coreia do Sul o livro Memórias de Kim Il Sung, em que rapidamente foi proibido de ser vendidos em sites sul-coreanos devido a lei que existe desde antes dos Estados Unidos articularam uma ditadura militar no país sendo que essa lei proíbe qualquer “coisa” que o governo sul-coreano ache que é propaganda ou conteúdo pró Coreia Popular.

Apesar dessa lei, o editor Kim Seung-kyun publicou, em abril, os oito volumes das memórias do fundador da Coreia Popular, com o título “Ao longo do século”. Em entrevista à agência France Presse, Seung-kyun disse que a publicação era uma tentativa de promover a “reconciliação coreana”.

Um grupo civil anti-Pyongyang apresentou uma denúncia, o que levou a polícia a iniciar uma investigação. As maiores livrarias do país suspenderam as vendas dos exemplares que haviam recebido da editora.

A obra completa com os 8 volumes permaneceu por pouco tempo disponível on-line por US$ 250 (cerca de R$ 1.367 sendo cada volume por aproximadamente R$ 170), mas na semana passada foi retirada do site Naver (que é um equivalente a um google na Coreia do Sul). Também não é mais encontrada nas plataformas de venda de livros locais Kyobo e Yes24 (que é uma das lojas de livro e CDs mais populares da Coreia do Sul).

A Lei de Segurança Nacional data de 1948, antes da Guerra da Coreia, e continua proibindo que os cidadãos tenham acesso à maioria dos conteúdos produzidos na Coreia Popular incluindo o jornal estatal Rodong Sinmun.

A posse, ou a reprodução, de materiais pró Coreia Popular pode resultar em até sete anos de prisão.

A ONU adverte que a Lei de Segurança Nacional representa um “problema sério” para a liberdade de expressão da Coreia do Sul. Milhares de pessoas foram detidas com base na lei antes da democratização do país, acusadas de organizar atividades a favor de Pyongyang ou de espionagem para a Coreia Popular.

O editor, que obteve o texto original há alguns anos para uma distribuição restrita, autorizada pelo governo e com objetivos de pesquisa, diz que não pretende beneficiar Pyongyang. Publicar o texto é uma “forma de amar meu país”, promovendo o entendimento entre as coreias.

Se isto é considerado um crime, estou disposto a ser punido”, afirmou o editor de 82 anos.

Nas memórias, que foram publicadas pela primeira vez em Pyongyang em 1992 e estão disponíveis em 20 idiomas em todo mundo (incluindo em português com 5 volumes traduzidos), Kim Il-sung descreve sua jornada heroica contra as forças coloniais japonesas.

https://www.scmp.com/news/asia/east-asia/article/3132241/south-korea-kim-il-sungs-fantasy-memoir-triggers-censorship

Thiago Souza, KPR – Kpop pela Reunificação

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